CIÚMES
Maristel
O ciúme é um diabinho
Que envenena a nossa mente nova_pagina_8
É um danado de um bichinho
Que rói e rói
lentamente
E cria quadros daninhos
De luxúria e traição
Que ameaça o carinho
Na pura imaginação...
Ah! Quanta dor e inquietude
Nos provoca se a distância
Nos impede, de amiúde,
A certeza da constância.
Altera nossos sentidos,
Aguça o nosso faro,
Procura em tempos perdidos,
Com olhos desesperados,
A imagem do ser amado
Por outros lábios beijado.
E encontra o inexistente
Na voz, no cheiro, na fala.
Visões, ilusões da mente...
Descobre o que não existe
E entre dores se cala.
Ó diabinho, te enxerga
Porque seja lá o que for,
Olha que apenas carregas
Ferida que mata o amor.