À Deus o que é de Deus

 

Maristel Dias dos Santos

Um dia, prometi a mim mesma, que reuniria em uma página todos os elogios que recebo de amigos e leitores dos meus trabalhos escritos e, os quais, às vezes, eu nem conheço. Não faço isso por mera vaidade. É que a memória vai se tornando enevoada e coisas tão emocionantes não deveriam ser nunca esquecidas. Já nem sei se me lembrarei de todas, mas  todas foram deliciosamente originais e pagaram-me com altos juros do que o vil metal nunca me achou merecedora.  Ah! Não me queixo, não! Dinheiro nenhum do mundo pagaria o mais simples e humilde reconhecimento de um leitor e admirador desta minha despretensiosa arte.

            A minha primeira obra publicada no Jornal de Leme, em dezenas de capítulos, falava do início do Ginásio Newton Prado e também de seus adolescentes alunos. Deste conto o meu amigo Zulmiro disse: --- Não perco um capítulo e você sabe, eu vejo tudo outra vez, e o mais incrível é que vejo colorido. Obrigada, meu amigo.

Tel, minha filha, viu um circo armado lá pelos lados da Vila São João e lembrou-se de uma menininha, de nome Francine, imaginando-a ali, naquele circo e depois ficou em dúvida de onde a conhecia, se, talvez, de algum filme e, por fim, lembrou-se do conto “A menina e o Circo” que eu lhe havia dado para ler.

O Dr. Marco Aurélio leu ”Seqüestro” e disse que o final daquele conto era digno  dos melhores escritores

A querida Cátia da Biblioteca emocionou-me ao comentar que um dia falariam assim de Leme: “terra de Maristel!”.

A minha amada professora Salma que diz se orgulhar pela gotinha de saber que a mim legou. ---Foi um oceano, querida Mestra!

Muitas amigas, nem tentarei citar seus nomes para não injustiçar alguma delas, diziam-me: adoro ler o que você escreve. Você fala exatamente aquilo que eu queria dizer. Uma, em particular, a Nilze, disse: se eu tivesse esse dom eu escreveria exatamente o que você escreve.

Em uma apresentação na biblioteca Municipal, comentando os diversos  trabalhos premiados que lidos foram pela querida prof. Claudete, aquela doce Bel falou: gostei de todos, mas o seu, (e fez um gesto assim, de sua mão voando) a gente vai junto. E por falar em gesto de mão, uma linda professora de Português, disse-me: A leitura do que você escreve escoooorre e fez aquele gesto de água despencando.

A minha amiga Maura levou os originais de um conto para ler no outro dia, pois estava com muito sono. No dia seguinte falou: deitei-me e resolvi dar uma olhada, começar a ler até o sono chegar e o que aconteceu foi que não pude mais parar.

Há uma semana alguém que não quis dar seu nome ao telefone dizendo ser inútil, pois eu não a conhecia, falou-me com tal emoção e carinho da minha poesia “Quando os anjos amam”, que me fez pensar...

E a querida Lila, que no Clube de Campo, veio falar-me de uma poesia que ela lia chorando e pega foi em flagrante pelo filho que queria saber porquê a mãe chorava. E outros tantos que, para minha glória e glória de Deus, confessam recortar e guardar as colunas dos jornais né, Rosana? Quase morro de alegria e entrego para o Pai Celeste a responsabilidade sobre tudo que minha mão escreve.

Hoje, porém, Dia da Mães, algo inusitado veio me surpreender. A querida Evânia do Liceu Gloriam Deus telefonou-me para contar que eu era o ídolo de sua filha  Evelise, que desejava tanto falar-me, porém sentia-se inibida perante “coisinha tão pouca” que eu sou. Bobinha! Pediu-me, pois, a mãe, que eu falasse com ela através daquele telefonema e que esse seria o seu presente do Dia das Mães para a filha querida. Foi demais para mim. Não mereço tudo isso, mesmo porque escrever é para mim um dever, uma obrigação, como já disse, um trato que eu tenho com Deus e creio, merece ELE, tudo que para mim vier, de meus amigos. Eu só posso agradecer ao Pai e aos irmãos. Deus lhes pague!

E existe uma amiga internauta,  grande profissional em informática, além de escritora encoberta, que me envia palavras divinas, divinamente e gramaticalmente perfeitas, que me fazem sentir tão pequena e humilde perante tanta grandeza de espírito,  que me tornam por momentos presunçosa e ao mesmo tempo super convencida ao receber elogios de gente tão brilhante. Desculpem, mas nessas horas eu me amo... E só posso dizer: Deus lhes pague tanta bondade.  E transmitir o meu pedido de perdão àqueles que não citei por falta de espaço. Ahhhhhh, meu amigos portugueses da Net,... Impossível falar de um a um... Eu vos amo... Como sempre lhes digo!