
À minha mãe
A
chegada tão faceira,
Passa por mim
a saudade
Trazendo doce lembrança
Do tempo da mocidade...
...Tempo de amor e bonança.
Volto
ao meu primeiro ninho,
Meu
primeiro amor achar.
Percorro lépida os cantos
Da minha casa primeira
Desvendando seus encantos,
Seus mistérios e fagueira.
Vou
pular amarelinha,
Subir
na árvore mais alta,
Pisar
na terra quentinha,
Ser,
da rua, a mais peralta.
Os joelhos esfolados,
O rosto sujo de terra,
O vestido esfarrapado,
O choro que tudo encerra
Sono,
dor, fome, cansaço...
Eu
volto à casa querida,
E,
mamãe, em teu regaço,
Saram
todas as feridas!
Mas depressa a brisa passa
E
com ela
vai o sonho...
Então retorno, sem graça,
E o que encontro é tristonho.
Onde
o calor e o teu colo,
Que
as dores todas afastam?
Onde
encontrar o consolo
Para
as mágoas que me atacam?
Por esse breve segundo
Eu
pago
tributo doído,
Um pouco mais destruído...