ADEUSES
Maristel
Então, adeus... Adeus, então...
Eu olho a minha mão
Presa na sua mão
Como se relutasse
Desligar-se, soltar-se,
Quedar abandonada,
Perdida, solitária,
Quando a separação
Rouba-me a sua mão,
Mas nasce um novo dia
E com ele um sorriso.
A felicidade virá,
Eu sei, por pouco tempo.
Logo as leis da vida
De novo obrigarão
A despedida.
Então adeus... Adeus, então...
São pequenos adeuses
Que formam nosso amor.
E os dias e os meses,
Os anos e a vida
Passam por nós e permitimos
Que seja a despedida
O carinho supremo
De nossas pobres mãos...
Então, adeus... Adeus, então...
Só peço ao nosso Deus,
Ser deus da despedida
Que ao findar-me a vida
Você esteja ao meu lado
E eu possa dar-lhe a mão
Ao lhe dizer adeus
E ouvir a voz querida,
Num último sussurro,
Dizer __ Adeus, então...