Amauri
(Amigo
jornalista)
Velhos
tempos dos jornais falados
A sua indignação vibrante
Encontra eco em minha alma.
É bonita, é contagiante,
Reflete a minha palma,
Quebra, de modo interessante,
A sua britânica calma.
Você dá corpo ao meu sonho.
Transforma em palavras minhas ânsias.
Às 3 da tarde eu me recomponho
E sinto renovadas esperanças.
O que assusta nesta hora breve
É descobrir... que isso bem me “avexe”,
Imaginar que o seu chefe se atreve
Tirar do ar esse mexe, remexe.
Que na verdade não sei bem se vira
Alguma coisa para o bem comum,
Mas posso garantir que se não vira, mexe!
Fevereiro de 1998
Observem, queridos amigos, que embora eu
tenha sido sempre um pouco indignada, foi esse nosso Amauri que me
contagiou definitivamente. Por isso sinto-me sem pecado hoje ao
contagiá-lo com o mesmo vírus com o qual ele me contaminou.
Somos, todos nós, uma gota de água no oceano, mas tentaremos
sempre e com muita determinação, ser uma água-viva que queima,
arde, fere e leva os levianos a temer, a respeitar o mar.
Amauri
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