Canção
do adeusMaristel Dias dos Santos
Escravo do medo, pena tenho de ti
Pelo
que não terás, não conhecerás
Nem
sofrerás porque és covarde,
Foges
da dor e a conformação
Achas,
tão fácil, na escravidão.
Foi
o teu medo que estabeleceu
O
teu cativeiro. Não conhecerás jamais,
O
azul mais azul de um céu de abril...
Nunca
beberás da cristalina fonte
Que
nasce com o arco-íris no horizonte.
Trocaste
o sonho venturoso da liberdade
Pela
segurança efêmera de nada ser,
De
nada ter, além de um mundo estreito,
Feito
de portas e de vidraças
Onde
guardas, seguras, as tuas desgraças...
Contenta-te
e esquece esta ave selvagem
Que
não sabe viver numa gaiola de ouro.
Que,
triste, morreria de asas cortadas.
Em teu ninho obscuro![]()
Esquece os sonhos meus
E
vive, cada dia, dizendo à vida:
__
“Adeus...”