Chora o céu

                                                    maristel

Mansinho, monótono, intermitente

E vai ficando a minh'alma inundada,

Mas dos meus olhos cai lágrima ardente,

Queimando a face pálida e gelada .

 

Chora o céu e lava a imensa mágoa.

Da triste face esquálida, molhada...

Não saberão jamais de onde essa água.

Se do céu ou da alma, agora irmanada,

 

Roubando a fria e acinzentada cor,

Do dia obscuro, de estranho calar...

Que a dor é maior... melhor não falar.

 

Nem maldizer... ou  fazer escarcéu.

Levanto a face,  fingindo ao mostrar

Que as lágrimas são lágrimas do céu.