Como um bobo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tua marcante presença leva-me a sentir,

O coração palpitante tal qual de um menino

Que ao flertar a amada começa a sorrir;

Sorriso inocente ao sonhar com um destino.

 

 Tua enigmática beleza encantou-me uma vez;

Dominaste minha fala, consumiste meu ser;

Criaste em mim um fantasma, chega a ser morbidez;

A aparência da paixão que nasceu ao morrer.

 

Morte de um bravo que julgava mandar

No coração e na alma, mas que num instante

De um erro, um descuido, deixou-se domar.

 

Agora, responsável tu és pelo que cativou;

Peço uma chance de tornar-te minha musa;

 Fazer-te delirar  e te amar como ninguém amou.

 

Eder Gouveia

12/11/03