EDUCAÇÃO,
CIDADANIA E GLOBALIZAÇÃO
(Trabalho premiado)

Maristel
Dias dos Santos
Três ações intrinsecamente dependentes umas das outras que se entrelaçam
e cuja finalidade principal é a de formar o homem em sua integridade moral,
social e intelectual. É apenas pela
educação que podemos alcançar a cidadania. Por sua vez a
cidadania, qualidade do cidadão cônscio de seus direitos e deveres
civis e políticos, levará o indivíduo a exigir a excelência desejada na
educação. É um moto contínuo esse processo. Educação e cidadania
juntas, par e passo, possibilitarão caminhar para a globalização, pois
impossível é conceber que um Estado, onde a maioria de seus habitantes esteja
excluída dos fundamentais direitos e deveres sociais, possa ingressar em uma
comunidade globalizada, sem correr o risco de permanecer para sempre como um país
de terceiro mundo. A hegemonia só se dará através do aprimoramento
educacional. A educação resgata o valor individual e coletivo despertando a
auto estima e o patriotismo. As práticas e estudos do passado, de seus heróis
e personagens ilustres hão de favorecer
o despertar do amor próprio e do amor solidário e ao se promoverem exposições
museológicas de objetos, utensílios, fotografias e documentos antigos, o
orgulho e o sentimento de inclusão numa sociedade ideal, cada vez mais justa e
igualitária serão acordados no
ser humano. Pelo conhecimento do
meio em que vive, fruto que é de um passado digno, o homem criará o seu
autoconhecimento e poderá tornar-se um cidadão útil à Pátria, à Família e
a Deus.
Quando as instituições promovem concursos artísticos e culturais
despertam o surgimento de seres
mais sensíveis e o interesse pelo bom uso da Língua Pátria há de nos
permitir ver a cidadania dar longos e auspiciosos passos em favor da educação.
Será esse o homem que poderá ingressar no mundo globalizado que almejamos e
que inevitavelmente está a despontar. Não podemos adiar essa realidade e por
isso devemos nos apressar em transformar esse Brasil-menino que tem apenas 500
anos civis em um jovem bem formado, educado e culto o bastante para não fazer
feio ante seus irmãos continentais mais velhos, bem preparados e experientes.
Apenas para ilustrar a tese de juventude da nossa civilização histórica
quero contar uma pequena história. Certo
dia estava um turista brasileiro diante de um magnífico castelo inglês
admirando a beleza de seus jardins e encantado com a perfeição de seu gramado.
Ao avistar um dos jardineiros decide chamá-lo e perguntar o que faziam para
obter resultados tão bons com relação àquele belo tapete verde. Esta foi a
resposta do velho jardineiro: __ “Nada de especial. Apenas regamos diariamente
e cortamos a grama, de tempos em tempos, nos últimos 500 anos”.
Podemos assim avaliar a
tenra idade de nossa cidadania, e se em nossas mãos
está o futuro, é nosso dever, árduo e premente, transformá-lo em um
presente promissor.
(Trabalho premiado no Concurso com o mesmo nome, da Biblioteca Pública Municipal de Leme - 1998).
Hj,17 de fevereiro de 2008, podemos diagnosticar o fracasso destas intenções.