Era uma vez...

 MaristelDias

 

Vaso em cristal por anjos lapidado,

Fino e translúcido como a neblina.

Precioso, raro e muito delicado,

Como se fosse uma alma de menina.

 

Exigia de quem quer que o tocasse

Mãos carinhosas e sons sussurrados

Para não suceder que se quebrasse

E ser, jamais pudesse, consertado.

 

 

Vaso de deuses, pétala de flor.

Fulgente, sutil... e era todo seu.

E você deu-lhe o nome de Amor,

 

Mas ao passar do tempo, descuidou-se,

Viu-o quebrar-se e foi tamanha a dor,

Pois que com ele o seu sonho findou-se...                                                                     O beijo da Morte