Exílio
MaristelDias
Eu, exilada em terra estranha,
Choro a saud
ade
do lar..........
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Eu... Exilada, maldita, renegada,
Pelo pecado de amar devo pagar.
Traz-me o carrasco saudade, torturada,
Sem me dizer se
um dia hei de voltar...
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Por isso, forasteiro, que foste
chegando...
E do peito
arrebatou-me o coração
E da razão de
ser destruiu a razão,
De tudo que era meu foi se apossando,
Por isso eu te digo: - Este é
o meu legado:
Solo que me serviu de berço e carrossel,
Deixo-te Leme e o leme do meu navio
O coreto, a
escola, a oficina, a matriz,
Onde,
um dia, levei envolto em brancos véus,
Os meus sonhos de moça...
Deixo-te o céu,
Límpido e sereno sobre campos em flor.
Deixo-te o próprio vento... É todo teu...
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Mas quando vires pisar sobre este
chão,
Dos teus filhos
os pés, os pés do teu irmão,
Desvia os olhos teus... Eis que te
avisam
Que é sobre o
meu corpo que eles pisam...
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