FOI ASSIM... ( epílogo)

     Os leitores que na semana passada tiveram a paciência de ler até o fim a crônica com esse mesmo nome, devem ter ficado espantados e se perguntando que cidade perfeita esta cronista estava descrevendo, ou se os tempos difíceis, de fato, perturbaram a mente já bem comprometida desta irrecuperável idealista. Nada disto. Tudo não passou de uma humana falha humana. É que, por inexplicável engano, as duas últimas frases da matéria ficaram na gaveta. Por isso volto a ela: "Já estava chegando em casa quando ouvi miadinhos de gatinho novo vindos de um canteiro de flores no terreno baldio ao lado de minha casa. Procurei-o aflita e os miadinhos iam-se transformando em brados de socorro. "Foi aí que eu acordei". De real sobrou apenas um gatinho recém-nascido atirado no mato por algum infeliz desalmado, mas essa é outra história."

A história do gatinho

    Ele morreu. Morreu após 10 dias de cuidados e carinhos que evidentemente não podiam nunca substituir os maternos. Morreu após ser ameaçado de "Sacrifício" por importante clínica veterinária que argumentou ser uma clínica particular e que não podia dar atendimento a animais abandonados. Aprendi uma lição: nem todos os veterinários optam por essa profissão por amor aos animais. O apelo financeiro grita mais alto que os brados de socorro de um gatinho viralatas. E são os mesmos que brigam contra aqueles não qualificados por diplomas, mas que por amor e espírito humanitário dedicam-se de corpo e alma aos bichinhos das gentes pobres. Adoeci. Contraí, para meu desgosto, moléstia incurável, aguda e irrecuperável: a falta de fé no ser humano. Mas ter fé é preciso. Vamos então nos lembrar de Martin Luther King quando disse: "O homem que vai em socorro de qualquer ser vivo acabará por reconstruir o mundo que os egoístas destruíram".

    Meditemos também sobre estas palavras que li em um estabelecimento comercial: "Quando a última árvore secar, o último rio for envenenado, o último animal morrer se descobrirá que dinheiro não se come."

Fatos ou Boatos?

"Governar significa Dirigir", portanto esperemos que não nos levem para o abismo, pois se cairmos, cairemos todos juntos.