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                                                                                                    Maristel Dias

Risos, brincadeira, esconde-esconde

Fazer tudo que seu mestre mandar?

Cadê minha boneca, meu carrinho, onde?

Vou pular amarelinha, uma ciranda rodar...

 

Olha o moço, que bonito! Acho que gosto dele.

Será que me viu e quer ser o meu namorado?

Se ele quiser, digo sim... tão bonito e doce é ele

Que abalou meu coração... será o predestinado?

 

Moça enfeitada quer ser professora

Quanta vaidade e sonhos em cores

Nada de casa, cozinha ou vassouras

Quer só vestidos, perfumes e flores

 

Diploma na mão, profissão, seriedade.

Que agora é fatal pensar no ordenado.

Só quer se casar, ganhar a felicidade,

Um marido querido e filhos amados.

 

Trabalho, trabalho e muita alegria!

A casa bonita,crianças, sorrisos...

Tudo igual onde paramos um dia,

E sonhos renascem sem breves avisos.

 

Assim é a vida, uma repetição.

Pedaços vividos... sonhos irreais

E tudo termina em total solidão.

Ilusão abstrata, armadilhas fatais!