Hoje,
ontem... e amanhã?
Futuro
incerto
Maristel Dias dos Santos

Alguns cientistas, no campo da Engenharia Genética, patentearam grandes descobertas: a criação do homem-porco, do homem-macaco, monstros que poderão ser usados como banco de órgãos ou escravos para determinados tipos de trabalho. Alegaram ter pedido as patentes das técnicas já experimentadas com o fim de impedir que cientistas menos escrupulosos dêem indiscriminado início a uma fábrica de aberrações. Pudemos nos horrorizar ante imagens reais e virtuais desses experimentos.
É uma história semelhante àquela da divisão do átomo cuja energia produzida só deveria ser usada para fins pacíficos e que logo possibilitou assistirmos aos resultados criminosos como o extermínio e sofrimento de tantos seres humanos em Hiroshima e Nagazaki. Ameaça que continua sendo até hoje uma espada pendurada sobre nossas cabeças. Agora, essa experiência genética com humanos, essa mistura de genes, a que nos levará? Dois aspectos inesperados e não comprovados cientificamente, visto que a carga genética não trará apenas modificações na parte física, nos leva a, hipoteticamente, fazermos duas suposições baseadas no fato de que se obterá seres meio racionais, meio irracionais. Meio instintivo, meio inteligente; meio emotivo, meio insensível; meio bom, meio mau; meio civilizado, meio selvagem. Todas essas características são normais no ser humano, porém mal dosadas, que tipo de seres surgirão?
1a hipótese __ uma criatura racional com qualidades exacerbadas do irracional: humildade, fidelidade, desinteresse; solidariedade, naturalidade, simplicidade. Talvez aí vejamos criado o homem perfeito.
2a hipótese __ o animal com os defeitos do
homem. Poderemos então assistir ao nascimento de seres com as seguintes
características: um leão provido da ambição humana; um elefante vingativo;
um cavalo estuprador; um gorila sádico; uma raposa com anseios administrativos.
De um modo ou de outro, nunca mais o planeta Terra será o mesmo. Quem
viver verá!