Indagação  

Maristel Dias dos Santos

Cansei de perguntar... Por que você?

E agora me pergunto:... Por que eu?

Estaria você de amor tão carente,

Aceitando-me assim  tão decididamente?

 

Pobre de mim que já tenho tão pouco

Para oferecer ao seu amor que, louco,  

Nada pergunta, simplesmente aceita  

Esta mulher tão feita e tão desfeita!

 

Eu para merecê-lo queria ser bem jovem,

Tão fresca e radiante como da primavera,

As brisas cujos ramos da roseira movem...

 

Mas, meu querido, aos pés desse seu trono...

Só posso imolar os meus sonhos dourados,

O púrpuro calor do meu último outono...