Independência ou Morte

Maristel Dias dos Santos

 

                                                Semana curta. Sexta feira, feriado nacional; sete de Setembro. 

Tenho que mandar matéria para preencher minha coluna no Jornal de Leme e me sinto totalmente vazia.Falar do quê, que ainda não tenha falado? Podia falar da Independência do Brasil.Mas que raio é esse de independência que vamos comemorar?

        Ah! Sim, a independência de Portugal! Claro, éramos colônia de Portugal e passamos a ser uma nação livre. Livre de Portugal, porém nunca fomos tão colônia, tão dependente, tão escrava como agora. Escravos deste governo que está sempre a nos vender e a nos negociar com o FMI e outros órgãos e empresas estrangeiras. Trabalha, trabalha... Nego!... Trabalha nego, para pagar os impostos, para pagar o aluguel, para comprar a cesta básica, com alimentos que sub-repticiamente crescem nos centavos e diminuem no peso e no tamanho. Mas, pelo menos temos alguns direitos: a) direito de ir e vir, mas só com bastante dinheiro no bolso para pagar os pedágios.

b)Direito de comunicação: agora todo mundo tem telefone. Parece que passaram de 35000 linhas para 45 milhões, é isso Rodrigo Ramalho, que ontem você nos contou? Mas eles não informaram o número de linhas que estão “temporariamente fora de serviço” (por falta de pagamento), não é?

c)Direito à saúde, principalmente se você tiver meios de pagar hospital e médicos particulares porque nem os Convênios garantem a assistência necessária e o SUS, bem, melhor nem pensar nele. Embora seja ele que constitucionalmente garante a saúde para toda a população.

d)Direito à segurança... Aí, nem há o que falar. Principalmente depois de saber que o governo municipal entra com recursos e mais recursos contra a liminar que mandou fossem reintegrados os GMs (guardas municipais), dispensados por motivo legal, mas cujo motivo deixou de existir com a passagem do tempo e ao mesmo tempo não recorre quando o juiz manda pagar uma fortuna dos cofres públicos para uma amiga do rei. E a gente, que não é advogado nem nada, fica-se perguntando: mas como e por que? Por que? Por que?...

Querem saber de uma coisa: Viva o Brasil!(e chega)

2002/