Já que o mundo não acabou...
Maristel Dias dos Santos

... Por que não chutar o pau da barraca, ou o balde (se você
preferir), virar a mesa e rodar a baiana, mudar
tudo que pode ser mudado? Tudo dentro de nós. Tudo em nossa volta. Por menos
que acreditássemos no apocalipse, na catástrofe final, não houve quem não
ficasse com uma pulguinha atrás da orelha, com uma pontinha de ansiedade
esperando o raiar do 1o dia do ano 2000. Gloriosamente o mundo
sobreviveu incólume! Aquele que tinha o poder de acabar usou o seu poder para
pregar uma grande peça nos sábios homens cibernéticos e tecnológicos dos
nossos tempos modernos e nem mesmo permitiu que a burrice de meu computador
voltasse ao ano 00. Como poderia? Não havia computadores no NADA. O que vi foi
apenas que voltou para 1o de Janeiro de 1999. Foi só ir lá no
calendário e mudar para 2000. Microondas? Intacto. Videocassete? Normal. Nem
uma única lâmpada queimada! Perfeição que só se pode creditar a Deus,
contra a dispendiosa expectativa dos milhares de homens da Ciência. É como se
Ele mandasse um recado nestes termos: Homens de pouca fé! O que pode o seu
poder financeiro perante a vontade divina?
Mais uma vez tivemos de aprender que mais sábio que qualquer invenção humana é Deus. Ele nos dá mais uma oportunidade, mais uma chance. Igual àquela que tem algumas pessoas privilegiadas que passam por uma experiência de morte e retornam para mudar e talvez salvar e salvar-se. Muitos são os testemunhos desse renascimento físico e espiritual. Quem passou por essa experiência dá novo valor à vida. Abrem mão de preconceitos, temores e inseguranças.Ficam mais fortes e mais felizes. Reviram a velha escala de valores e criam uma nova que abrange: amor, solidariedade, fé, confiança, modéstia, simplicidade, sabedoria, compreensão, prontidão, disposição, lealdade, boa vontade, perdão. Tudo isso nascido do coração, sem nenhuma hipocrisia, nenhuma falsa caridade, nenhum medo! É só chutar o pau da barraca!... Virar a mesa!... Abrir os olhos da alma e ver o mundo sem os artificiais véus do egoísmo, da ganância e da falta de amor fraternal. Um exemplo vivo? Esse maravilhoso Moacir Franco que passou por mim, solto e leve, naquele restaurante de beira de estrada, simpático, sorridente, sem cortejo nem seguranças, falando um prosaico “oi” a esta completa desconhecida.
Que bom se todos no mundo fossem iguais a você que canta, tão
inspiradamente, Felicidade começa com Fé!
... Já que o mundo não acabou...