O amor                                                      

 

 

                                                                                            Maristel Dias

 Eu,  poeta que vive a cantar o amor...

Desejo agora desmentir esse improviso.

Ouvi uma declaração de vibrante ardor,

Senti uma lágrima molhando o meu sorriso...

 

Mas é de desdém esse riso enganador.

É desengano puro a lágrima tombada,

Pois eu, menor poeta, que cantei o amor...

Aprendi que paixão é vida destroçada.

 

Do fogo de um desejo sobram as geadas.

Das palavras ardentes gravadas no gelo,

Resta a  fumaça... Vapor das invernadas.

 

Amargo riso desvenda o desvelo,

Na plataforma as almas transtornadas.

Lenços a agitar... Na vida impôr o selo.

 

 

O amor