Desejo agora desmentir esse improviso.
Ouvi uma declaração de vibrante ardor
Senti uma lágrima molhando o meu sorriso
Mas é de desdém esse riso enganador
É desengano puro a lágrima tombada,
Pois eu, menor poeta, que cantei o amor...
Aprendi que paixão é vida destroçada.
Do fogo de um desejo sobram as geadas
Das palavras ardentes gravadas no gelo
Resta a fumaça... Vapor das invernadas.
Amargo
riso desvenda o desvelo,
Na plataforma
as almas transtornadas.
Lenços a agitar... Na vida
impôr o selo.