O
VERBO
Os
dias escoam aos borbotões
Do poço da existência.
Deixando a nos
debater,
Tentando
Permanecer na superfície.
Nossa roupa carnal
Nos atrai para o fundo,
E cada dia que vai
É sempre um dia a menos,
Nunca é um dia a mais.
Dessa torrente que sai
Do poço da existência,
Com
a última golfada
Partiremos
Ao
encontro do mar,
De
um mar cósmico
Que não se esgotará jamais.
Nesse
mar brilhante e denso,
Energeticamente
saturado,
O
verbo feito carne ficará
Repousando
O
corpo fluido, liberto
Da
maldição carnal.
...Repousará...