Os meus
Maristel Dias
Os meus que eu imaginei fossem tão meus...
Ah! Vida enganosa de um coração materno!
Ninguém contou... ninguém... Nem Deus,
Que só o amor da mãe é que seria eterno.
E os meus que meus não são, agora estranhos,
O ninho abandonam... Constroem novos ninhos
Que abrigarão os seus próprios rebanhos...
E tudo recomeça... ninas, ninos, cariños,
E o coração de mãe é só ressentimento
Estraçalhando o peito já tão dilacerado,
E aprende a esconder lágrimas, lamentos,
E um dia explode... Palavras são culpadas!
São barreiras de dor do amor estraçalhado,
Mas o perdão perdoa as culpas perdoadas.
08/06/09