
Então
você me olhou de modo absorto
Durante
o tempo todo que desfilei naquele
salão.
Encarei
para dizer “bye”, mas você que olhava
não via.
..........“Um
real pelos seus pensamentos......”.
Intrigada,
da cabeça não sai o estranho comportamento.
Afinal,
o que tenho de atração a exercer
Sobre
alguém como você?
Ao
telefone confessa
Que
a minha casa procurou...
Desconfiada,
pergunto: para quê?!
Uma
poesia sua eu ver.
Quando
minha casa encontra,
Traz
(maravilha) um violão!
E
aí falamos de versos, de rimas,
Misturamos
Caetano com arroz,
Peixe
com Raul Seixas,
Vinho
com Martinho da Vila.
Por
fim, juntamos sorrisos
Dentro
um abraço fraternal
De
despedida __Você e o seu violão,
Intrigada,
permaneço tonta,
Lembrando
o seu olhar que não me via.
Descobri,
afinal, que a atração fatal...
...Era
fome de poesia...
E
só quem a tem na veia
Pode
entender dessas coisas:
Fogo
tão forte que ateia
Ardor
em nossas entranhas,
Chamas
no coração...
Amor
intelectual,
Platônica
paixão!