Para
a Telzinha
Maristel (mamãe)

Já
não sou mais a tua menininha
E
se ainda aqui estou é só por ti,
Porque
tu, mãe, és mãe criancinha
Que
com dengos e rogos pretendes me prender
Dentro
da tua estéril solidão.
Não
quero ser o prêmio de consolação,
Aquilo
que restou de tudo que perdeste.
O
teu cuidado, o teu temor maior
É
descobrir que és, além de mãe,
Que
ainda és mulher!
Mãe,
não deixo de te amar quando te deixo.
Quero
só viver a vida que me deste.
Não
tenho culpa se ao dar-me a vida,
A
tua, mãe, tu renunciaste.
Não
posso devolver a tua vida,
Mas
posso fazer da minha algo de belo
Em
homenagem a ti, que a criaste.
Mãe,
perdoa a filha que julgas ingrata
E
pensa que ela tem razão, talvez.
Por
mim, por ti, te peço mãe amada,
Renuncia
outra vez...