PARA ENTENDER UM GRANDE AMOR

Maristel

Quem dera o teu amor tivesse o meu nome,

Tua saudade o meu nome chamasse

E para que me separasses em sílabas,

O teu filho mais velho meu nome tivesse.

Quem dera!

 

Quem dera ser o teu suor noturno

E nos teus costados o peso diário,

E dos teus sonhos, ser tema constante,

E das tuas visões ser o bom presságio.

Quem dera!

 

Quem dera o rio, quem dera a fonte,

Ansiados desde o início da estrada,

Onde, desnudo, teu corpo refresques,

Onde, sedento, tua sede acalmes.

Quem dera!

 

Quem dera o pai que ao colo te tomasse,

 Que ao seio te amamentasse, a mãe eu fosse,

O irmão que nos braços te prendesse

E te beijasse, lícito e fraterno.

Quem dera!

Depois de tudo... Quem dera,

De amor vivido, morresse e ficasse

Em tua pele, feito tatuagem,

Em tua alma, feito alucinação,

Pedaço vital do teu coração,

Eterno como óleo em antiga tela.

Ah! Meu bem... Quem dera!