Perdidamente
Trilogia do amor
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Maristel
Se
sou a
tua costela
Explica, amor, se puderes
Como sem ti ser completa?
I
Des’ que nasci te procuro
Meu lado bom amputado
Em cada ponto obscuro
Do Cosmo negro e calado
Do cosmo eterno e velado
Procurei-te
em todo canto
Caminhos
retos ou tortos
Nas
dobras vivas do manto
Nos
olhos secos dos mortos
Eu
percorri hemisférios
Dentro
de infames mistérios
Foi
pouco, amor, o universo
E
ao morrer te encontrei
No
meu mais humilde verso.
Perdi-te nos caminhos do universo Nos descaminhos de um fado perverso
De tanto procurar-te quis
perder a vida
Por não poder viver sem a
parte perdida
Por não saber viver
sendo assim repartida
No
despojar de um sonho sacrossanto
Cerrou
meus olhos o ardente pranto
Cegou-me
o olhar em negro reverso
Ao
te achar no sacrário do meu verso.
III
Minha
metade perdida
Meu lado bom amputado
A
te buscar tive a vida
E
quando olhos fechados
Cansada
e desiludida
De
percorrer universos
Já
conformada à desdita
Eis
que te
encontro guardado
Em
cada letra de meus
versos.