Que
Susto!!!
Maristel Dias
Madrugada de 4ª feira. Plena escuridão noturna. 5:20 hs. Acordo com sons estranhos e estranha iluminação que invade meu quarto através da janela escancarada.
Meu Deus! Estamos sendo invadidos por extraterrestres. O que fazer? Não sei se me levanto e fecho a janela ou me escondo debaixo da cama. Ouço vozes estranhas e um indefinível e pavoroso ronco de motor. Que fazer? Que fazer?
Entre esconder e enfrentar, decido pela segunda opção. Mesmo porque ver um óvni, observar ets, confirmar a existência deles foi sempre um sonho que acalentei em minha vida. Em verdade sempre acreditei que eles existem. Por que nestas incomensuráveis extensões do Universo, entre milhares de galáxias e bilhões de sistemas planetários o nosso pequeno e insignificante planeta Terra, planeta Água (muito mais água do que terra, ultimamente), deveria ser o único a possuir vida vegetal, animal ou humana? E o ser superior do planetinha, o Homem, essa espécie egoísta, gananciosa, mentirosa, violenta, maquiavélica, esse ser desapiedado e desamoroso que se alimenta de cadáveres e mata para comer e rouba para acumular bens materiais, de onde teria vindo, ou de que planeta evoluído foi expulso para, na Terra, aprender através da dor ou do amor a crescer espiritualmente?
Afinal nosso planeta Terra não é em nosso sistema solar o maior, nem o menor; o mais distante ou o mais próximo; o mais brilhante ou mais opaco; o mais luminoso ou mais iluminado; por que então essa presunção de sermos os únicos seres habitantes do Universo?
Crio coragem e vou lá dar boas vindas e tentar descobrir as intenções dos invasores. Vejo um objeto estranho por mim não identificado a 1ª vista, olhos sonolentos ofuscados por fortíssimo farol que ilumina toda a rua. Movimenta-se, a máquina, vagarosamente, cercada por esquisitos seres miúdos, com vestimentas curiosas, cabeças cobertas por coloridos panos, ameaçadoras criaturas com poderosas armas nas mãos. A forte luz dianteira não me permite ver o que vem atrás e somente após passar por mim, descubro. Nada mais, nada menos que um trator puxando uma carreta cheia de lixo e em torno dela criaturas, homens e mulheres, em diversificadas vestimentas, cujas armas não eram senão vassouras. Varredores de rua! Que Alívio!
No entanto eram tão inovadores e originais como se de outros planetas tivessem vindo, pois o fato de estarem a varrer esta rua e prosseguir varrendo em direção à periferia é coisa do outro mundo. Puxa... Que susto!!!
FIM