MDias
Quero
o silêncio solene de uma catedral
E
a sós caminhar sua nave de pedra
Cuido
pisar macio na tênue luz do umbral
Levando
na sinistra flores, mel na destra.
Quero
o silêncio fúnebre de um funeral
Envolvendo,
piedoso, os dias terminais
Que
hei de viver e calmaria após o temporal
Em
respeito à morte de meus ideais
Quero
a profundidade do esquecimento
Para
não mais fazer alguém chorar
Ou
assistir, do amado meu, triste momento:
A dor de ver perder-se o tempo amar
Quero,
enfim, encontrar
plácidos campos
Cheiro
da terra molhada e belos roseirais
Para
aplacar meus temores, meus espantos
E a
vida tenha, tão só, o tamanho da paz.
Quero
partir o pão com a própria mão
E
com os passarinhos repartir o ter
Quero
colher a fruta, na brasa cozer o grão
Quero,
enquanto puder, quero... querer
MARISTEL DIAS DOS SANTOS