Questiúnculas
Maristel Dias dos Santos
A
gente não quer se meter em questiúnculas político-partidárias, mas ouvir os
jornais falados de Rádios locais para rir ou chorar acaba sendo atraente e até
mesmo divertido, porém, às vezes, uma pessoa inteligente pode até sentir-se
ofendida porque vai acompanhando uma linha de raciocínio que lá vão
desenrolando e de repente, sem mais nem menos, permitem que o entrevistado
escorregue pela tangente e ficamos todos, ouvintes e entrevistadores, sem a
esperada resposta. Aconteceu isto quando o nobre advogado e radialista,
candidato a candidato a um indefinido cargo público, o mui digno advogado
pergunta ao ex-pré-candidato a prefeito, se daquilo
de que acusava outras pessoas (puxarem-lhe
o tapete) não fora o mesmo que anteriormente fizeram com relação a
um certo Sr. Pampa. Pergunta inteligente. A
resposta ficou no tinteiro e, airosamente, o entrevistado muda de assunto e
parece que todos se dão por satisfeitos. Menos os ouvintes, não? Isso é
frustrante e aí dá pra rir e chorar ao mesmo tempo.
II
Coisa semelhante acontece quando se fala à respeito de uma certa
contratação de um caminhão pipa para irrigar ruas poeirentas com nossa
sagrada e bem paga água até mesmo quando as enchentes chegarem. O que se
espera é uma enérgica negativa a tão afrontosa acusação ou uma coerente
explicação que satisfaça o nosso apoio em pagar tal iniciativa.
III
Outra história mal contada é aquela das caríssimas contratações da
Saecil que parece não haver convencido o meu querido amigo Valentim. Desistiu
compadre? Você deu a resposta antes de ler a pergunta e eu lhe dou parabéns e
uma sugestão: Será possível que não encontre um bendito vereador que peça
os tais documentos já que para um simples cidadão contribuinte tal direito é
negado?
IV
Agora, maravilhoso mesmo foi ouvir respostas firmes, serenas, coerentes
de duas mulheres lemenses, as nobres vereadoras Rita e Maria Olga que, em campos
opostos, mostram forças iguais e nos enchem de orgulho, a nós que pertencemos
ao mesmo gênero, ao forte sexo frágil. Desculpem-me os machistas, mas é inegável,
não acham?
V
Se o bom senso do vereador, amante de sua terra, confirmar que os salários
sejam fixados por volta de 800 reais de acordo com o desejo do povo pagante,
apesar de uma pesquisa ter se prendido a três sugestões partindo de 1800
reais, ninguém
saberá jamais o porquê, é bom que se fique atento, pois de nada
adiantará baixarem os salários se a câmara continuar gastando 100.000 por mês,
não é ?
VI
Vou parando por aqui lembrando sempre aos queridos leitores que o que dá
pra rir, dá pra chorar, só depende do ponto de vista que em época eleitoral
essa coisa é variável e inconstante.
FIM