Taitênic

                                                                                                  

                                                                                                              Maristel Dias dos Santos

        É assim, com muita ênfase e muito orgulho que o norte-americano pronuncia o nome desse filme sensacional que durante meses quebrou todos os recordes de tempo e bilheteria, exibido ao mesmo tempo em todos os cinemas num lançamento sui-generis. O nosso Cine Alvorada conquistou uma fatia do orgulho americano.

         Tanto já foi falado sobre o Titanic que fico em dúvida sobre qual aspecto devo abordar, já que tenho de falar dele. Dizer o quê que já não tenha sido amplamente explorado pelos meios de comunicação?

         Há, entretanto, aquela faceta subjetiva que adivinha os sentimentos despertados pela emoção que nos transmitiu James Cameron, o diretor do filme, ao receber o “Oscar” naquela noite inesquecível: “I’m the king of the world!” Gritou de alegria, imitando o protagonista Leonardo Di Caprio, de braços abertos sobre o oceano.

         Ele, o homem que venceu todos os desafios, ao ver o seu trabalho coroado pela premiação máxima só podia mesmo, nesse momento, sentir-se o rei do mundo.

         Mais que a obra, desejo enaltecer a coragem, a ousadia, o trabalho de uma equipe empenhada na transformação de um sonho, em uma bela realidade, algumas vezes, considerada impossível. Palavra alguma melhor que os versos dessa maravilhosa versão interpretada pela nossa querida Bethânia, “The impossible dream” que, considero, devia ser o Hino Universal do ser humano. É mais ou menos assim:

                  Sonhar, mas um sonho impossível.

                  Lutar quando a sorte é perder

                  Vencer o inimigo invencível

                  Negar quando a regra é vender.

                                                        Sofrer a tortura implacável

                                                        Romper a incabível prisão

                                                        Voar num limite improvável

                                                        Tocar o inacessível chão

É minha lei, é minha questão virar este mundo, cravar este chão.

Não importa saber se é terrível demais,

Quantas guerras terei de vencer por um pouco de paz.

Se amanhã, este chão que eu deixei for meu leito e perdão...

Vou saber que valeu delirar e morrer de paixão

E, assim, seja lá como for, vai ter fim a infinita aflição

E o mundo vai ver uma flor brotar do impossível chão.

 

Só posso encerrar dizendo:

         Grande é o homem que não acredita no impossível, vai lá e faz.