TEMPOS
Maristel Dias dos Santos
Trabalhas e procuras com afinco,
Lutas e sonhas um Futuro incerto.
Rica mansão... Ou um teto de zinco...
Ah! Incerteza que mora tão perto!
Futuro cuja alcunha é ausência.
É cegueira total, total distância.
É o desconhecer da própria essência.
É mito compassivo da ignorância.
Mas é em teu Presente que eu existo...
Perde-se o Presente e a mim me perdes.
Se Presente eu não sou, eu sou só isto:
Ocaso de culpa... Um dia que entardece,
Porque em tua vida não serei Futuro,
Nem serei Presente, serei só Passado,
Passado oculto em um cofre escuro,
Da luz do mundo serei o renegado.
Segue assim teu caminho sem motivo.
Façamos da separação nosso encadeado
Que tranca a dor no peito em definitivo
E para todo o sempre seremos Passado.