Tu, Meu Pai

                                                        Maristel Dias dos Santos  

 

Se a humanidade com sua injustiça,  

Dá-me esta dor que suportar eu custo

E mata a flor que n' alma pura viça 

 

Mais eu te amo, porque é um justo.

 

Se em tantos eu vejo um gesto covarde,

Dissimulado por altivo porte

E que de arrojo faz grande alarde,

Mais te admiro, porque és um forte.

 

Se contra a calúnia e a maldade

Do mundo mais o meu sentido apuro

E sofro apavorada a falsidade,

Mais me encantas, porque és um puro.

 

Se a canalhas permitem sejam homens,

Não te chamo homem, tu, que és meu,

Tu que és justo, que és puro, tu que és forte,

A ti eu amo, pois que és quase um deus.