Último alento
MaristelDias-24/08/2010
E por aqui encerro o meu pranto
E juro ser este o último canto...
Adeus passado, que por nós passou
E carregou vitórias e derrotas,
Deixou rastro sangrento em suas rotas
Rotas floridas luminosas ou negras e tortas.
É triste a morte d'alma se o corpo resiste
Impiedoso e infame, deteriora em vida.
Nada mais resta da cruel desdita,
Só a carne desfeita e apodrecida
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Que assim seja... O bem que um dia fiz, hoje renego
E à mágoa maldita eu me entrego
Que do amor quase mais nada resta
Amor doado e não retribuido.
Tão só nasci, cresci, morri
E cuspo agora sobre o bem que fiz
E escarro o sangue que do corpo foge
Aos que olhando nunca enxergaram
E sem piedade espezinharam.
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Árvore mutante que brotou espinhos,
Parto às avessas é parto mesquinho,
Me vou porque aceitar não há quem possa.
Fecho da ossada imunda a fossa
Podre, fétida, suja, desgraçada.
E que ninguém venha pedir perdão
Pois só perdoa quem tem coração
E o meu secou pela deseperança.
Pássaro preso em garras de solidão,
E o passar do tempo traz e intemperança
Da maldade, da falsidade, da ingratidão.
