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Maristel
Sinal
dos tempos?... Com certeza!
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Abro
a porta e olho a rua.
Homens
estranhos vigiam minha casa.
Sinto
medo, fecho a porta com presteza.
Tento,
mas não consigo...
Alguém
de fora empurra e entra...
Entram...
Uns três ou quatro, na sala.
Trazem
armas nas mãos... É um assalto!
Querem
minhas jóias... Há muito não as tenho...
...Ofereço
meus versos... Dão risada e me cutucam
Com
o cano de uma Winchester...
Querem
dinheiro... Só tenho “cheque pré-datado”.
Muita
confabulação... Muita negociação...
Tudo
bem... Trezentos reais...
Essa
quantia eu não tenho, é demais!...
Meu
cheque especial ‘tá devedor...
Problema
meu! Mais cutucões...
Vá
lá... Vá lá... Amanhã um jeito eu dou...
Um
empréstimo... Sempre eu tento...
...Mas
vão prometer que será depositado
Só
depois de amanhã... Combinado...
Apertos
de mão e agradecimentos...
...
Humanos esses ladrões!...
Fizeram
belos papéis...
E
ao banco, vou correndo,
Ao
encontro dos cruéis.
1997