ZORRA & ARROZ
Maristel
Dias
Nunca
vi tanta propaganda a respeito do nobre grão.Se eu fosse o empresário de uma
tal marca, tirava logo do ar. E o que mais me admira é que as mulheres não se
revoltem contra o diálogo mal concebido sobre o dito arroz.
Então
a mulher compra o arroz de marca errada que fica uma meleca e o marido vai almoçar
em uma lanchonete. Preste atenção! Sozinho! E onde ficou a pobre esposa? Ficou
de castigo! Bem feito! Quem mandou comprar o arroz errado? Depois é convidado a
almoçar na casa do amigo, onde ele mesmo cozinhará o arroz e o outro se
admira: “Você fazendo arroz?! Essa eu pago pra ver!” Gente.... É
brincadeira! Qual é a dificuldade de cozinhar um arroz? Mas o homem que o faz
é um herói! E as mulheres que ouvem e se calam, umas bobocas. E pra terminar o
cara de pau pergunta se o amigo não o convida a almoçar o dia seguinte, tanto
ele gostou do arroz, ou... Do fazedor de arroz...
Também
tem aquela mãezinha preocupada com a filhota que vai casar e precisa saber de
certas coisitas... E quando você pensa que a pobre inocente nada sabe da vida,
eis que o segredo para a felicidade conjugal da noivinha é a marca do arroz...
OH! God!
E
a do Sálvio, então? Ele Oferece 200 Reais, para a mulher aceitar uma certa
marca de arroz... Ela, é claro, não aceita... Ele dobra a oferta e ela...
“De jeito nenhum!”
Isso
é que é nos chamar de burras... Mon Dieu!...
Vejam
só esse versinho de uma amiga portuguesa. Combina bem com as propagandas
nacionais:
Contigo não
posso casar,
O meu
arroz não sai bem.
Um que
fiz em tempos idos,
Não
agradou a ninguém...